Os ovos de Páscoa mais caros do mundo

Os famosos ovos Fabergé são verdadeiras obras-primas da joalharia. Como ingredientes especiais têm pedras preciosas, metais e esmaltes.

Receitas para fazer ovos da Páscoa não faltam. No entanto, até agora nenhum chefe teve tanta imaginação como o joalheiro Peter Carl Fabergé. Foi a pedido do Czar Alexandre III, em 1884, que Fabergé criou os ovos mais valiosos do mundo. O pedido do Czar era simples: o ovo tinha apenas que conter uma surpresa no seu interior para que a sua esposa, a Imperatriz Maria Feodorovina, ficasse boquiaberta.

Assim, o joalheiro criou um ovo esmaltado que, ao ser aberto descobria uma gema de ouro com uma galinha com olhos de rubi, que, por sua vez, continha uma réplica em diamante da coroa imperial. A Imperatriz ficou deslumbrada e o Czar nomeou Fabergé como joalheiro oficial da corte, tendo todos os anos tinha que criar uma nova peça única com uma surpresa dentro.

Os ovos tinham sempre motivos temáticos ligados ao quotidiano da família imperial e a monumentos históricos da Rússia. Com cerca de 13 cm, cada ovo demorava o ano inteiro a ser confeccionado, desde o desenho original, passando para o corte, para a lapidação das pedras e, finalmente, até ao remate de todos os detalhes estima-se que tenham sido produzidos cerca de 56 ovos imperiais, mas destes apenas 44 foram localizados. O mais caro foi vendido por 12,5 milhões de dólares, num leilão, em 2007.

O mais caro foi vendido por 12,5 milhões de dólares, num leilão, em 2007

A tradição permaneceu após a morte do Czar Alexandre III e encontrou o seu fim com a queda do império Czarista, em 1917. Enquanto Fabergé alcançava o auge da sua carreira, o império russo declinava. Devido ao momento histórico conturbado, o joalheiro viu-se obrigado a optar por pedras semi-preciosas e fechar algumas das joalharias que tinha aberto, entretanto. Os ovos ficaram para sempre conhecidos como um símbolo da luxúria que ajudou à queda de um dos impérios mais imponentes da História Mundial.

Décadas depois da revolução, estas pequenas preciosidades continuam a ser muito valorizadas, tanto pela beleza inigualável como pela mística que se criou em torno da má sorte da família imperial.

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