Há mar e mar, há agir e mudar pequenos hábitos

No Dia Mundial dos Oceanos deixamos-lhe uma série de factos e de problemas que os mesmos enfrentam. Porque cabe a cada um de nós refletir e mudar pequenos gestos para melhorar a qualidade dos mares.

A preocupação com o ambiente e, sobretudo, com a preservação dos oceanos e das várias espécies da biosfera, foi o ponto de partida para que a 8 de junho de 1992 na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), no Rio de Janeiro, se proclamasse o Dia Mundial dos Oceanos.

A conferência versou sobre Ambiente e Desenvolvimento e serviu para alertar consciências sobre a importância dos oceanos na vida das populações mundiais. Daí para cá, muitas iniciativas nasceram, sob a égide da ONU, para assinalar este dia. E este ano não é exceção. “Descobrir maneiras de promover a igualdade do género em atividades relacionadas com os oceanos”, tais como a investigação científica, pesca ou migrações, é a temática deste ano. Ações de limpeza nas praias um pouco por todo o mundo e a reflexão sobre os problemas ambientais nos mares são assim as iniciativas estabelecidas para 2019, como forma de assinalar a data.

E cada um de nós tem um papel fundamental para travar os efeitos nefastos que a ação humana promove contra os oceanos. Mudanças de hábitos e pequenos gestos podem fazer toda a diferença.

Para o ajudar a refletir e como forma de alertar consciências, deixamos-lhe alguns factos sobre os oceanos e os diversos problemas que os mesmos enfrentam:

A vastidão dos mares

  • Os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície do planeta Terra, ocupando 361,9 milhões de quilómetros, sendo que 90% estão por conhecer e explorar.
  • Toda a água da terra tem uma massa de 1,4 quintiliões de toneladas, mas apenas 3% é água doce.
  • A profundidade média dos oceanos é de 4.000 metros.

O mar português

  • Portugal tem mais de 2.100 quilómetros de costa, entre o continente e as regiões autónomas.
  • A zona económica exclusiva do nosso país cobre mais de 1,6 milhões de quilómetros quadrados de oceano.

Biodiversidade

  • O censo da vida marinha feito ao longo de uma década e concluído em 2010 contabilizou mais de 124 mil espécies marinhas.
  • Na lista das 27 mil espécies mais vulneráveis do planeta estão os crustáceos, os tubarões, as raias e os corais – já em situação de ameaça de extinção.

Uma ameaça chamada plástico

  • Cerca de oito milhões de toneladas de plástico vão para o mar todos os anos, ao ritmo de um camião cheio por minuto.
  • A esse ritmo, a quantidade de plástico nos oceanos em 2050 deverá pesar mais do que todos os peixes juntos.
  • Ao longo do tempo, o plástico vai-se fragmentando em pedaços cada vez mais pequenos que chegam até profundidades de vários quilómetros.
  • O plástico é indistinguível do alimento para muitas espécies, que acabam por morrer porque os seus sistemas digestivos ficam cheios de plástico, enquanto estes fragmentos chegam também à dieta humana por via dos peixes que se consomem.

Os oceanos como depósitos de dióxido de carbono (CO2)

  • Os oceanos já absorveram quase metade de todo o dióxido de carbono produzido pela atividade humana desde o século XIX, impedindo que a atmosfera fique ainda mais quente, mas o ritmo a que conseguem continuar a guardar este gás responsável pelo efeito de estufa tem vindo a diminuir.
  • Quanto mais dióxido de carbono é absorvido, mais ácida se torna a água, o que é fatal para formas de vida como corais, à volta dos quais se formam ecossistemas complexos, ou moluscos, cujas conchas à base de carbonato de cálcio ficam mais frágeis.
  • A muito longo prazo, à escala de dezenas de milhares de anos, os oceanos acabarão por absorver quase todo o dióxido de carbono decorrente da atividade humana.
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