É Dia dos Avós e temos uma história para lhe contar

Era uma vez o João, um rapaz que gostava de jogar à bola com os amigos, de passear no parque com os pais, de ir à praia fazer castelos na areia e de andar de bicicleta. Mas, por muito que o João gostasse de andar na rua, havia uma coisa de que gostava ainda mais: ir para casa do seu avô Álvaro ouvir todas as histórias que ele tinha para contar.

Havia sempre uma nova história de cada vez que o João lá ia. Nunca eram as mesmas personagens nem nunca eram os mesmos cenários: ora era um castelo com um dragão ou era uma floresta onde aconteciam grandes aventuras.

Numa dessas visitas, mal entrou em casa do avô, João sentiu o cheiro intenso a bolo de iogurte acabado de fazer.

– Avô, cheira tão bem. É para festejar alguma coisa em especial?, perguntou João.

– Não, não tenho nenhum momento para festejar. Mas podemos imaginar um juntos, respondeu o avô.

João sempre admirou a imaginação do avô, mas nunca percebeu de onde é que ela vinha.

– Onde vai buscar tanta imaginação, avô?, perguntou João enquanto devorava uma fatia quentinha de bolo de iogurte.

– A um lugar onde também tu podes ir buscar alguma.

– Onde, avô? Podemos ir lá agora?

– Claro. Vem comigo.

João seguiu o avô e apercebeu-se de imediato que estava a ir em direção ao sótão. Nunca tinha subido àquela zona da casa, com medo do escuro. Mas queria muito ter toda a imaginação que o avô tinha e isso era mais forte que qualquer medo.

Quando subiram, o avô acendeu a luz e João ficou sem palavras. Todas as paredes estavam ocupadas por estantes cheias de livros de várias cores e diferentes tamanhos. Era capaz de jurar que não conseguia saber de que cor eram as paredes por estarem tão cobertas. Desejou, naquele preciso momento, ter superado o medo do escuro mais cedo para poder ver tudo aquilo há mais tempo.

– Tantos livros! O avô leu todos?

Há muitos que ainda estão por ler. Mas é este o segredo Joãozinho: dentro de cada livro, há um mundo à tua espera. Sentirás coisas que nunca sentiste, aprenderás muitas coisas que nunca imaginaste, e viverás vidas que, de nenhuma outra forma, poderás viver.

– Podemos começar já?

– Podemos, sim. Há uns especiais que guardei para ti. Estão ali.

João olhou para onde o dedo do avô apontava e eis que viu uma prateleira, à sua altura, com uma faixa colada que dizia: “Para lermos juntos”. Sentaram-se os dois no sofá que se encontrava a meio do sótão e começaram a folhear o primeiro livro. E entre páginas e páginas, livros e livros, descobriram mundos sem fim. E, claro, viveram felizes para sempre. E rodeados de livros.

Veja quais os livros da estante do João e do seu avô Álvaro. Pode encontrá-los na Livraria Almedina do seu centro.

 

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